Resenha: O Inverno Das Fadas

2015-02-25 22.57.22

Donald, pregador do lema da liberdade da dor, mostrava que o suicídio era o melhor tipo de fuga para os problemas. Só assim poderia descansar em paz. Poderia mesmo? Claro que não. Esse era um discurso mentiroso para pessoas fracas. As que não aguentam o dia a dia e pensam estar fazendo bem á humanidade, esquecendo as inúmeras vidas destruídas com algumas tentativas de suicídio.

Porque, sim, elas esquecem. E, sim, isso machuca muito.

O vento leve soprando, acompanhado com minúsculos flocos frios, as nuvens cinzas se formando, e aquele friozinho que parece acordar as borboletas dentro de nós, que ao mesmo tempo parece ser um sentimento determinado, quente. E magia. Essa foi a sensação que senti enquanto estava lendo um livro. Onde fui apresentada a Sophia Coldheart, um ser fantástico, uma Leanan Sídhe, uma fada-amante. A musa da inspiração, para historias, musicas, poemas, filmes, desenhos e pinturas, e para alguns, viver. Essas criaturas vagam mundos em busca da sua única força para sobreviver, a única coisa que pode lhe servir de alimento, tanto para o espirito como também para a carne, uma coisa que não é muito difícil de se achar, caso você seja uma Leanan Sídhe, mas que é difícil para consumir, o amor. É necessário apenas uma arma para caça-lo, a sedução. Ela vai usar toda a sua energia para inspira-los, isso vai levar seus artistas para o auge da fama, onde ela sem dó, vai tirar todas as suas energias, vai extrair cada gota de amor que lhe foi dado, causando inúmeras mortes.

A magia ocorre ao longo das estações. As piores partes no inverno…

O inverno já chegou, e junto com ele mais uma vítima, ele tinha a aparência perfeita, frágil, amável e fraco. Mas havia mais mistérios envolvidos nisso, não era só a magia dela que estava nesse jogo. Ele estava encantado, porém ela também. O único fim para seres como ela era a morte, será? Pois ele não era o único enfeitiçado. Haverá uma força maior para impedir um futuro sombrio, e também haverá para causar a morte de ambos, a paixão, o amor.
Ao longo que a história vai se desenrolando, o inverno vai ficando mais rigoroso, e sentimos isso no conto, em cada capítulo que se torna mais intenso. E o clima da leitura só melhora, com os títulos de cada capítulo sendo frases de algumas músicas, formando uma trilha incrível no final da obra, que com certeza tem tudo haver com cada momento contado. No começo da história não temos dúvidas do sobrenome da Leanan Sídhe, Coldheart (Cold:frio/heart:coração), mas é um fato que pode ser discutido no final da história, pois há momentos na vida que temos que ser frios, temos que ser fortes e rígidos para certas escolhas e momentos, e ter uma das pessoas que amamos envolvidas nisso, tornam as coisas mais difíceis, nos fazem sermos frios conosco e com o próximo seja para o bem de ambos ou não.

Ela corria porque o coração parecia um cavalo selvagem a galopar por campos abertos. Ela corria porque ainda precisava lutar por amor.

Quando comprei esse livro, não tinha dúvidas que a Carol iria me surpreender, devorei ele, e com certeza foi uma das minhas melhores leituras! E eu tinha os dias frios para sentir tal magia.

Aquele maldito inverno que trazia os piores pensamentos à mente.
Os pensamentos gélidos. A frieza.

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Título: O Inverno Das Fadas

Autora: Carolina Munhóz

Editora: Casa da Palavra / Selo: Fantasy

Categoria: Literatura Juvenil

Número de Páginas: 302

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