WebSérie: Sweatshop, a indústria da moda

Nessas últimas semanas esse assunto chamou muito a minha atenção, pelo fato de se tratar da palavra moda e escravidão. Porém para mim nunca que essas duas palavras iriam estar juntas, tanto em um texto ou frase como também no mundo real, em ações.

Facilmente, em uma rápida pesquisa no Google, podemos nos deparar com diversos escândalos que aconteceram na área têxtil, inclusive aqui no Brasil com grandes marcas de baixo custo, além de casos como a da jovem Rebecca Gallagher, de 25 anos, que comprou um vestido na loja Primark por 10 Euros e encontrou, na etiqueta da roupa, escrito a mão, um pedido de socorro que dizia: “Somos forçados a trabalhar por horas exaustivas.” Inclusive esse acontecimento deu expiração para videoclipe da música This Song Save My Life da banda canadense Simple Plan.

participantes

Em novembro do ano passado foi lançado “Sweatshop Deadly Fashion”, um tipo de Websérie/documentário da Noruega, que enviou 3 bloguerios (Anniken Jørgensen, Frida Ottesen e Ludvig Hambro) apaixonados por moda, para trabalhar por um mês em fábricas têxtil/roupas no Camboja.

A webserie tem a intenção de mostrar as condições de vida dos trabalhadores das “sweatshops”, incluindo suas rotinas, o baixo salário de 3 dólares por dia e a “quase” exploração.Durante um mês os blogueiros dormiram em casas locais, comeram da mesma comida e enfrentaram o mesmo trabalho na fábrica têxtil e ficaram arrasados com o choque de realidade que receberam.Nós sabemos que infelizmente ainda existe escravidão no mundo, e uma das maiores partes são a da indústria da moda, há vários outros documentários se tratando do mesmo assunto, tanto no exterior como aqui no Brasil também! A fábrica em que os noruegueses trabalharam, entre as muitas que existem no Camboja, foi a única que permitiu que uma equipe com câmeras pudesse entrar, e não contava com as mínimas condições de trabalho, então imagina como não deve ser nas outras? Os blogueiros tiveram que sobreviver com o mesmo salário dos trabalhadores, e viver nas mesmas condições, com a galera que trabalha até 14 horas por dia, na mesma posição, fazendo as mesmas coisas, num trabalho maçante, para receber quase nada, por cada dia.

maxresdefault

Eu acho que essa matéria teve atenção especial por ter incluído pessoas muito parecidas conosco, para viver essa realidade. São adolescentes que gostam de fazer comprinhas, ainda mais se são baratas, adoram roupas e montar looks, assim como a maioria de nós somos hoje.

afe6cf09cdbc844077d991fa0ea880bd

É muito importante refletir sobre o assunto, que é extremamente delicados, e pesquisar para sabermos a procedência da roupa que compramos e pesquisarmos por meio de Ongs se há trabalho forçado nas marcas que usamos.

Para quem se interessou pelo documentário, que possui 5 episódios, é possível assisti-lo pelo site do Aftenpost. Infelizmente o documentário só possui legenda em inglês, mas vale a pena conferir.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *